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Brasil perde 1,4 bilhão de toneladas de carbono por expansão de áreas de agricultura

A conversão de áreas naturais em espaços para agricultura resultou na perda de 1,4 bilhão de toneladas de carbono do solo. A conclusão foi feita por um estudo publicado na revista Nature Communications por pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), da Embrapa Agricultura Digital e da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).


Mas a situação não é irreversível, segundo o estudo. O jornal Folha de S. Paulo, que repercutiu as análises, mostrou que a estimativa dos pesquisadores de que "recarbonizar" cerca de um terço da área agrícola do país já seria suficiente para atingir a meta climática brasileira.


Para alcançar a recarbonização, o estudo sugere o uso de técnicas sustentáveis, como rotação de cultura, plantio direto e sistemas integrados como integração lavoura-pecuária-floresta.


Além disso, outra alternativa é areforma de pastos degradados, que somam 20 milhões de hectares apenas na mata atlântica.


Segundo a Folha, as estimativas foram realizadas a partir da análise do maior banco de dados sobre carbono dos solos do Brasil, agrupado pelos pesquisadores e que reuniu 4.290 registros provenientes de 372 estudos publicados nos últimos 30 anos. Foram contemplados todos os biomas brasileiros e tanto áreas de vegetação natural quanto de agricultura.


O estudo foi realizado para colaborar com a elaboração de políticas públicas e ações da iniciativa privada.


Na amazônia, estima-se que fazer a transição da monocultura para a rotação de culturas, ou para o cultivo de mais de uma cultura em consórcio, gera um incremento potencial de carbono de 14,1%.


Créditos da imagem: Instituto Socioambiental (ISA).




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Toni Remigio
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