Brasil estuda instalação de usinas nucleares russas na Amazônia
O jornal Folha de S. Paulo publicou sobre os estudos que o governo brasileiro está realizando para instalação de usinas nucleares russas na Amazônia.
Segundo o jornal, a instalação das usinas foi uma solução oferecida pela estatal russa Rosatom no escopo da aproximação entre os dois países no espinhoso campo da energia atômica.
A Rosatom, por sua vez, está de olho em aprofundar a parceria iniciada em março para a exploração conjunta de urânio na mina de Caetité, na Bahia.
As usinas, conhecidas pela sigla SMR (reator modular pequeno, em inglês), elas produzem de 10% a 50% do que as centrais maiores produzem, com a vantagem de ocupar espaços reduzidos. Em 2020, a Rússia lançou a única usina flutuante hoje em operação no mundo.
"Os pequenos reatores, inclusive os modelos flutuantes, podem oferecer soluções seguras e estáveis para regiões de difícil acesso, como a Amazônia. Temos mantido um diálogo técnico produtivo com a Rosatom", disse à Folha o ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia).
O processo de compra e instalação é complexo. Além da regulação com a Agência Internacional de Energia Atômica, a usina na Rússia demorou dez anos para entrar em operação, com licença especial do órgão da ONU.
Segundo o jornal, a Rosatom projeta que a Amazônia poderia receber até 2035 12 reatores, gerando 0,6 GW, e prevê demanda para mais 0,5 GW de 10 reatores em navios na costa nordestina, outra região com déficit. Isso equivale a metade da capacidade instalada de matriz nuclear no país hoje.
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