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Aumentou tudo: Preço do boi gordo bate recorde e já reflete na hora da compra.

Valor da arroba bate recorde, deixando carne mais cara nas prateleiras. Alta nas exportações e aumento do consumo interno aumentam valores.

Como grande produtor de carne bovina, o agro paraense tem relação direta com as consequências da alta da proteína animal, e seus reflexos imediatos nas exportações e economia locais. 


Reportagem assinada por Alexandre Novais Garcia, do Portal UOL, neste sábado, 18, revela que o preço da carne bovina bateu recorde esta semana. De acordo com especialistas ouvidos pelo autor, consumidores já devem sentir o impacto da alta no bolso na próxima semana.

O que aconteceu

“O preço do boi gordo disparou, alcançando patamar recorde. A cotação da arroba (15 kg da proteína) acumula alta de 26,5% neste ano, variação que elevou o valor para US$73,58 na última quarta-feira, 15, segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). O patamar supera o recorde de US$73,53, registrado em abril de 2022”, diz o texto.


Os valores são coletados diariamente desde julho de 1997.

Ciclo explica recentes variações
De acordo com a matéria, a dinâmica no campo é determinante para as altas e baixas das carnes. Em cenários como o atual, os produtores retêm vacas no campo para estimular a produção de bezerros.

O efeito, diz especialista ouvido, é a redução da oferta de animais gordos disponíveis para o abate “em meio a uma exportação forte".

Alta das exportações
O texto destaca ainda que os produtores brasileiros venderam 3,5 milhões de toneladas de carne bovina para o exterior no ano passado (alta de 20,9% em relação a 2024). “Ao mesmo tempo, o volume de abates cresceu 19,2%, de 25,5 milhões de toneladas para 30,4 milhões de toneladas”, escreve o autor.


Demanda maior e preços mais altos
“O crescimento da procura pelas carnes em ritmo mais acelerado do que a oferta das proteínas justifica as oscilações até o patamar recorde”, escreveu ele.


Carne mais cara

“O consumidor já sente o peso da carne bovina no orçamento familiar. Em março, o preço das carnes subiu 1,73%, a maior alta mensal desde dezembro de 2024, de acordo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo)”, registra o texto.

No primeiro trimestre, o aumento acumulado é de 3,18%.

Carnes atingem maior inflação mensal desde dezembro de 2024
Cortes populares e nobres registraram aumentos significativos nos últimos meses. Fígado (+7,5%), capa de filé (+6,8%) e alcatra (+6,2%) lideram os aumentos.

A elevação acima da média das carnes, que atinge todos os cortes bovinos, também é acompanhada pelas variações positivas do filé-mignon (+4,9%), da picanha (+4,4%), do contrafilé (+4,3%), do lagarto (+3,6%), do músculo (+3,5%), do coxão mole (+3,3%) e do acém (+3,3%).



Futuro incerto
De acordo com a matéria, as exportações se mantêm em alta no primeiro trimestre de 2026, e que os dados da Abiec indicam que os produtores brasileiros venderam 801,9 mil toneladas de carne bovina para clientes no exterior, resultado 18,4% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando os embarques somaram 677,4 mil toneladas

Real alto e boi caro
Com a queda de quase 20% do dólar ante o real desde 2024 (de R$6,19 para R$4,99), o preço da matéria-prima sobe. Como consequência, os importadores podem procurar por outros mercados mais atrativos.

Reflexos da guerra
“Ainda que o volume de carne bovina exportada pelo Brasil para o Golfo Pérsico seja pequeno, a evolução do conflito na região é considerada determinante para a produção nacional, com o temor pelo encarecimento dos fertilizantes produzidos e do frete”, esclarece o autor.

Limitação chinesa
A reportagem afirma que a restrição de oferta para a China vai guiar o futuro da produção. “Outro ponto que vai determinar o futuro das cotações do boi é a cota máxima para o embarque de 1,1 milhão de toneladas de proteína bovina para Pequim neste ano”, encerra. 






Com informações: Portal UOL
Crédito imagem: IA






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Toni Remigio
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