Após COP 30, como transformar bioeconomia em negócios sustentáveis?
Durante a COP 30, o conceito de bioeconomia na Amazônia foi muito discutido, e sua inegável importância foi destaque nos debates climáticos.
O jornal O Globo procurou especialistas para entender: como tornar a bioeconomia em negócios concretos que se sustentem?
Os especialistas acreditam que há potencial. Estudos da Câmara Internacional de Comércio mostrou que o setor alimentício lidera o potencial econômico da bioeconomia. Isso deve pela indústria alimentícia consolidada no Brasil e pela rica biodiversidade da região.
Segundo O Globo, com o mercado global projetado em US$ 2 trilhões até 2032, o Brasil pode capturar 2% desse total, gerando até US$ 50 bilhões anuais.
Especialistas pontuam, porém, que o desafio é conectar empresas de fora da Amazônia com os negócios da floresta. Além disso, variáveis como sabores, texturas ou valor nutricional são importantes diferenciais no mercado.
Alimentos como o açaí - que já ganha o mundo, o babaçu, farinha de pupunha, semente de puxuri e cubiu são exemplos de produtos amazônicos com diferenciais e que podem ganhar na competitividade dos negócios.
A mandioca e sua versatilidade é uma ótima oportunidade de variação do mercado, segundo especialistas. O desafio é aliar padronização e escala para viabilidade do negócio.
Créditos da imagem: Agência Pará.
