Amazônia tem desmatamento zero em 67 por cento das áreas protegidas nos últimos 9 meses, diz Imazon
Instituto acompanha a cobertura vegetal por meio de imagens de satélite desde 2008
O Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) divulgou indicadores nesta segunda-feira, 25, atestando que, entre agosto de 2025 e o último mês de abril, 262 terras indígenas e 220 unidades de conservação não registraram desmatamento na Amazônia.
O
número representa 67% das áreas protegidas da região. O instituto
acompanha a cobertura vegetal por meio de imagens de satélite desde
2008.
Somente
em abril de 2026, foram destruídos 175 km² de floresta. O índice é
25% inferior ao registrado no mesmo período de 2025, reforçando a
tendência de redução do desmatamento.
O
Maranhão apresentou o maior aumento proporcional no desmatamento em
abril de 2026, em comparação com abril do ano anterior. A área
devastada passou de 2 km² para 5 km², um crescimento de 150%.
Na
sequência aparecem Roraima, com alta de 100%, e Pará, com avanço
de 62%. Em contrapartida, o Amazonas teve a maior redução
proporcional: queda de 59%, ao recuar de 93 km² para 38 km².
De
acordo com o Sistema de Alerta de Desmatamento do Imazon, a
devastação florestal em toda a Amazônia caiu 35% nos nove meses
entre agosto de 2025 e abril de 2026.
No acumulado do
período, a área desmatada totalizou 1.635 km², o menor índice
registrado nos últimos oito anos para esse intervalo.
A
pesquisadora do Imazon, Larissa Amorim, destacou que as áreas
protegidas historicamente concentram os menores índices de
desmatamento.
Segundo ela, é fundamental que os governos
federal e estaduais priorizem áreas públicas ainda sem destinação
definida na Amazônia para a criação de novas terras indígenas e
unidades de conservação, como estratégia para alcançar a meta de
desmatamento zero até 2030.
Com
informações e imagem: Imazon
