Alckmin se pronuncia após polêmica com Nossa Senhora Aparecida; entenda o que aconteceu
Vice-presidente afirmou que tradições religiosas serão preservadas em meio à circulação de informações falsas envolvendo Flávio Bolsonaro e a padroeira do Brasil
O vice-presidente Geraldo Alckmin se manifestou nesta sexta-feira (25) sobre a polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida, após informações sobre uma suposta tentativa de retirar da santa o título de Padroeira do Brasil ganharem força nas redes sociais.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Alckmin afirmou ter recebido mensagens de católicos preocupados com os rumos do país e declarou que as tradições religiosas brasileiras serão preservadas durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo o vice-presidente, o Brasil deve respeitar diferentes crenças e manter suas tradições católicas.
“Enquanto o presidente Lula e eu estivermos governando este país, as tradições religiosas, tão sagradas para as famílias brasileiras, estarão protegidas e preservadas”, afirmou Alckmin.
Como começou a polêmica?
A repercussão teve origem em publicações que associavam o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) a uma suposta proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
Flávio negou que tenha apoiado qualquer iniciativa com esse objetivo e afirmou que a informação é falsa.
A proposta mencionada nas publicações, na realidade, foi apresentada em 2007, pelo então deputado federal Victório Galli. O projeto pretendia alterar a legislação relacionada ao título de Nossa Senhora Aparecida e acabou arquivado em 2008.
Não há, segundo as informações disponíveis, projeto atual de Flávio Bolsonaro para retirar o título da santa.
Projeto antigo voltou a circular
O texto apresentado em 2007 propunha substituir a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos” e alterar a referência ao culto público e oficial.
A proposta não avançou e foi arquivada. Mesmo assim, o conteúdo voltou a circular nas redes sociais em setembro de 2026, desta vez associado à campanha presidencial.
A falsa associação ganhou grande repercussão digital. Levantamento da empresa Palver apontou que o tema chegou a um pico de 735 menções a cada 100 mil mensagens nas redes sociais entre os dias 24 e 25 de setembro.
TSE determina remoção de publicações
A polêmica também chegou à Justiça Eleitoral. O ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que plataformas como Meta, X, TikTok e YouTube removam publicações relacionadas à narrativa.
Na decisão, o ministro considerou inverídica a informação de que Flávio Bolsonaro ou sua família tenham proposto, articulado ou apoiado a retirada de Nossa Senhora Aparecida da condição de Padroeira do Brasil.
O episódio ocorre durante a campanha eleitoral de 2026 e colocou a religião novamente no centro do debate político nas redes sociais.
O que é fato?
- Não há indicação de que Flávio Bolsonaro tenha apresentado projeto para retirar Nossa Senhora Aparecida do título de Padroeira do Brasil.
- A proposta que voltou a circular foi apresentada em 2007, por Victório Galli.
- O projeto foi arquivado em 2008.
- Flávio Bolsonaro negou apoiar a mudança.
- Alckmin afirmou que as tradições religiosas serão preservadas durante o governo Lula.
- A Justiça Eleitoral determinou a remoção de publicações relacionadas à informação considerada falsa.
Foto: Ag.Brasil
