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Açaí, cacau e dendê em Tomé-Açú barram o avanço da soja no Pará

O jornal Folha de S. Paulo contou, em uma reportagem, sobre o avanço da soja no Nordeste do Pará, que encontra barreiras agroflorestais que barram a expansão do desmatamento.


É o plantio de açaí, cacau e dendê no território, que configuram um sistema agroflorestal que tem como prioridade conservar a floresta e gerar renda para agricultores familiares.


O cultivo é referência de conservação florestal, sendo inclusive destaque durante a COP 30.


Segundo o IBGE, Tomé-Açú não tinha qualquer plantação de soja até 2023. O grão só foi identificado em 2024, em 5.000 hectares.


Na década de 1970, com o objetivo de desenvolver um modelo de cultivo que fosse menos danoso ao meio ambiente, surgiu o sistema agroflorestal (SAF) de Tomé-Açu, que ganhou uma sigla própria: Safta.


Desde então, várias famílias descendentes de japoneses investem neste sistema, visando utilizar o melhor da região para plantação.


Exemplo disso é a umidade do solo, que ajuda no plantio, além do aproveitamento do espaço de cultivo e a colaboração coletiva.


Parte da produção é processada ainda na cidade, graças a uma agroindústria instalada em 1987 pelo governo japonês. Os agricultores entregam os frutos, e a cooperativa se encarrega de produzir polpas congeladas e sorbets.


O faturamento da Camta em 2024 foi de R$ 124 milhões, segundo Oppata. No ano passado, a cooperativa exportou 3.000 toneladas de açaí, e a expectativa é chegar a 4.000 toneladas em 2025. A maior parte dos produtos vai para o Japão, seguido por Portugal, Israel e Alemanha.


Créditos da imagem: Embrapa.




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Toni Remigio
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