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14 milhões: Suspeita de fraude e superfaturamento em Rurópolis entra na mira do MP.

Ainda não há acusados formalmente. Polo passivo permanece em apuração pelo promotor Thiago da Nóbrega Araújo

De Santarém


Fonte segura

Matéria publicada com exclusividade na edição desta quarta-feira, 15, no periódico OESTADONET, sediado em Santarém, revela suspeita de fraude, superfaturamento e direcionamento em licitação milionária para compra de combustíveis no município de Rurópolis, localizado no sudoeste paraense. Confira a seguir:


Combustível turbinado
Uma licitação de mais de R$14 milhões para aquisição de combustíveis pela Prefeitura de Rurópolis passou a ser investigada pelo Ministério Público do Estado (MPPA).


Pregão 018/25
O procedimento foi iniciado em virtude de indícios de suposta fraude, superfaturamento e restrição à concorrência. O caso envolve o Pregão Eletrônico nº 018/2025-SRP/PMR, vencido integralmente por uma única empresa, e pode revelar prejuízos significativos aos cofres públicos.


O procedimento foi instaurado oficialmente em 13 de abril de 2026 e segue em fase inicial. Até o momento, não há acusados formalmente, e o polo passivo permanece em apuração.

Improbidade
Caso sejam confirmadas as irregularidades, os envolvidos poderão responder por atos de improbidade administrativa, com possíveis sanções civis e ressarcimento ao erário.

Objetivo
A investigação foi formalizada por meio da instauração do Procedimento Preparatório nº 06.2026.00000658-1, pelo promotor de Justiça Thiago Marsicano da Nóbrega Araújo.

O objetivo apurar possíveis atos de improbidade administrativa, fraudes no processo licitatório e danos ao erário, envolvendo agentes públicos municipais e particulares.


Denúncia
A apuração teve origem em uma representação apresentada pelo vereador Lucas Mansor Fernandes, que denunciou uma série de supostas irregularidades no certame. Entre os principais pontos levantados está o suposto super dimensionamento dos quantitativos licitados.

2 milhões de litros
De acordo com a denúncia, o edital previa a compra de mais de 2 milhões de litros de combustível, um aumento de cerca de 73% em relação ao consumo registrado no ano anterior, sem justificativa técnica consistente.


Prazo exíguo
Outro aspecto que chamou a atenção do Ministério Público foi a condução da sessão pública do pregão. Conforme relatado, os participantes tiveram apenas 10 minutos para manifestar intenção de recurso, prazo considerado exíguo para um contrato de grande vulto, o que pode configurar violação ao princípio da ampla defesa.


Direcionamento
Além disso, há suspeitas de direcionamento da licitação. O edital teria exigido que o posto de abastecimento estivesse localizado em um raio máximo de 1 quilômetro da sede da prefeitura, o que, segundo a denúncia, pode ter restringido a competitividade e favorecido um único fornecedor. A empresa vencedora, A C A da Silva Comércio de Combustíveis, arrematou sozinha o contrato estimado em R$14.095.364,00.


Perícia
O Ministério Público também determinou a realização de perícia técnica e contábil para aprofundar a análise. Entre os pontos que serão avaliados estão a compatibilidade dos preços com os praticados no mercado e com os dados da Agência Nacional do Petróleo.


A capacidade operacional da empresa para fornecer o volume contratado e a verificação de possíveis inconsistências entre notas fiscais de entrada e saída, o que pode indicar a existência de “estoque virtual” ou emissão de notas frias, também compõem a perícia.


Investigações
A investigação ainda vai examinar se o volume contratado é compatível com a frota municipal e com a demanda real de serviços públicos, além de avaliar se houve efetiva concorrência ou apenas participação simbólica no processo de lances.


Resposta
OESTADONET se colocou (idem O Amazônico) à disposição de manifestação da Prefeitura Municipal de Rurópolis. Se houver, este texto será atualizado para incorporar eventuais explicações do poder público municipal daquele município.


Com informações: OESTADONET

Crédito imagem: ilustrativa




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Toni Remigio
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