Hana Ghassan torna a Novena de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro patrimônio cultural imaterial
Reconhecimento oficial fortalece a preservação da tradição religiosa que há quase 80 anos reúne milhares de fiéis em Belém
A governadora do Pará, Hana Ghassan, oficializou na noite desta terça-feira, 05, o reconhecimento da Novena de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado.
A
medida valoriza uma das mais tradicionais expressões de fé do povo
paraense, que há cerca de 80 anos reúne milhares de devotos em
Belém.
O reconhecimento do Estado do Pará ocorreu em
uma cerimônia com grande participação de fieis, realizada no
Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na rodovia Arthur
Bernardes, no Telégrafo.
“Esse título
fortalece a identidade cultural do Estado. Fortalece a cultura e o
que somos. É muito importante a gente valorizar aquilo que nos
fortalece. Então, a Novena de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
representa a fé do povo paraense” disse Hana Ghassan, durante a
cerimônia no santuário.
“É muito bom fazer parte
desse momento, como governadora e como alguém que acredita
verdadeiramente na força da fé”, ressaltou a governadora. Ghassan
também destacou que o reconhecimento representa um marco na história
dos paraenses.
“É momento importante da história do
nosso Estado. É o momento de valorizar a nossa cultura e, acima de
tudo, a nossa identidade. A fé move o povo do Estado do Pará, e
hoje é um dia muito importante para a gente reconhecer isso, através
da concessão da Novena de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro”,
disse.
Tradição
de fé
Realizada sempre às
terças-feiras, a novena tradicional do bairro do Telégrafo
movimenta o Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na
rodovia Arthur Bernardes, em Belém, reunindo entre 20 e 30 mil
pessoas semanalmente. A prática teve início em 1947 e se aproxima
de 80 anos de devoção contínua.
O padre Ezequiel
Bridi, por sua vez, ressaltou que o reconhecimento coroa um trabalho
de praticamente 80 anos de devoção.
“Os nossos
padres, que chegaram lá dos Estados Unidos, iniciaram essa devoção
aqui neste lugar que muitos, inclusive, disseram: ‘ali não é
lugar pra fazer um Santuário’, porque era muito banhado, igapó.
Mas eles acreditaram, fizeram o trabalho e chegou até nós hoje, que
estamos colhendo esses frutos e queremos que cresça cada vez mais”,
comemorou o vigário da paróquia.
Com informações e imagem: Agência Pará
