Teatros da Amazônia: Theatro da Paz é reconhecido Patrimônio Mundial Cultural pela Unesco
Título também foi concedido ao Teatro Amazonas, em Manaus. Ambos foram inaugurados no século XIX
O
Theatro da Paz e o Teatro Amazonas, em Manaus,
receberam o título de Patrimônio Mundial Cultural da Organização
das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura
(Unesco). A candidatura conjunta foi aprovada na madrugada desta
segunda-feira, 27.
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Inaugurados
no final do século XIX, quando a Amazônia vivia um intenso
desenvolvimento econômico em função da extração do látex e
comercialização da borracha, os dois teatros reúnem estruturas com
materiais europeus e propósitos culturais similares, embora 18 anos
separem a inauguração das duas casas.
Pela
proximidade histórica, a candidatura dos dois espaços culturais foi
apresentada em conjunto, sob a designação de Teatros da Amazônia.
Theatro
da Paz
Foi inaugurado em 1878, a partir do projeto
arquitetônico do engenheiro José Tibúrcio Pereira Magalhães. Sua
principal inspiração foi o Teatro alla Scala, de Milão, na Itália.
A
construção se deu entre os anos de 1869 e 1874, mas, devido a
denúncias envolvendo custos e governos, o espaço cultural só pôde
ser inaugurado ao final do inquérito que investigava as
irregularidades.
Em
termos arquitetônicos, foi concebido para misturar o estilo
neoclássico com elementos amazônicos, em uma estrutura pensada para
ser um teatro de ópera, com a presença de um fosso para a orquestra
capaz de permitir uma perfeita equalização da música tocada ao
vivo com a voz dos cantores da ópera.
Passou
por reformas para corrigir problemas estruturais para aproximar mais
o projeto inicial ao estilo neoclássico e a inserção de uma caixa
d´água de 40 mil litros abaixo do fosso, que servia tanto para
abastecer o sistema de resfriamento do local como para melhorar a
acústica da sala de espetáculos..
É
considerado o primeiro teatro de ópera da Amazônia e um dos
primeiros teatros líricos do Brasil. Tem o título de
teatro-monumento e patrimônio histórico, dado pelo Instituto do
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Teatro
Amazonas
Inaugurado em 1896, no Centro Histórico de Manaus,
o Teatro Amazonas partiu do projeto arquitetônico do deputado
provincial Antônio José Fernandes Júnior, escolhido pelo Gabinete
Português de Engenharia e Arquitetura de Lisboa, em 1883.
O
projeto também demorou a sair do papel devido aos altos custos da
obra e a um impasse sobre o terreno escolhido para abrigar o espaço
cultural.
O trabalho de construção foi coordenado pelo
arquiteto italiano Celestial Sacardim. O teatro tem estilo
arquitetônico renascentista e a maior parte do material usado em sua
estrutura foi importado da Europa.
A exemplo das 36 mil peças
nas cores da bandeira brasileira, importadas da Alsácia, na França,
para compor a cúpula central no topo do prédio.
Internamente,
o decorador pernambucano Crispim Amaral optou pelo uso de elementos
neoclássicos associados a outros estilos, atribuindo uma arquitetura
eclética ao local.
O italiano Domenico de Angelis foi
responsável pela decoração do Salão Nobre, inclusive pelo afresco
denominado A Glorificação das Bellas Artes na Amazônia.
O
Teatro Amazonas preserva até os dias de hoje grande parte dos
elementos arquitetônicos e a decoração original e é tombado pelo
Iphan como Patrimônio Histórico Nacional desde 1966.
Patrimônios
brasileiros
A inscrição é a 26ª inserção de bens
culturais, naturais ou mistos brasileiros na lista internacional da
Unesco.
Também
receberam esse reconhecimento as cidades Brasília e Ouro
Preto, centros históricos como os de Salvador e São Luís,
bens naturais como o Complexo de Conservação da Amazônia Central e
bens mistos como as culturas e biodiversidades de Paraty e Ilha
Grande.
Confira mais informações sobre a indicação
no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil no link
https://www.youtube.com/live/HDed7yWDs28?si=CMNNnlQHWRyZEnfg
Com
informações e imagem: Agência Brasil
