Saúde: SUS inclui novo teste para rastreamento de câncer colorretal
Procedimento destina-se a pacientes assintomáticos, entre 50 e 75 anos
O Sistema Único de Saúde (SUS) inclui a partir desta segunda-feira (10) o teste imunoquímico fecal (FIT, na sigla em inglês) na tabela de procedimentos disponíveis aos pacientes da rede.
Portaria
publicada no Diário Oficial da União destaca que o exame que
pesquisa sangue oculto nas fezes será destinado exclusivamente ao
rastreamento bienal de câncer colorretal em homens e mulheres
assintomáticos, com idade entre 50 e 75 anos.
O
texto reforça que o procedimento não se destina à investigação
diagnóstica de indivíduos sintomáticos ou com suspeita clínica de
câncer.
Em
maio, o ministério já havia anunciado a inclusão do teste em um
novo protocolo para rastreamento do câncer colorretal. Dados da
pasta indicam que o FIT apresenta sensibilidade entre 85% e 92% para
identificar possíveis alterações.
Além
disso, o procedimento pode ampliar o acesso de mais de 40 milhões de
brasileiros à prevenção e à detecção precoce da doença.
Atualmente, o câncer colorretal é o segundo tipo de
câncer mais frequente no Brasil, excluindo os tumores de pele não
melanoma.
A
estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) para cada ano do
triênio 2026-2028 é de 53,8 mil novos casos de câncer colorretal
no Brasil.
Entenda
O
FIT é um exame de fezes que detecta pequenas quantidades de sangue
oculto, invisíveis a olho nu, que podem ser sinal de pólipos,
lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino.
Diferentemente
dos exames antigos de sangue oculto nas fezes, o FIT usa anticorpos
específicos para identificar sangue humano, o que aumenta a precisão
do teste.
O
paciente recebe um kit para coleta em casa. Depois, o material é
enviado para análise laboratorial. Caso o resultado detecte sangue
oculto, o paciente será encaminhado para exames complementares.
Entre
as principais vantagens do exame FIT listadas pela pasta estão:
Não
exige preparo intestinal;
Não precisa de dieta restritiva antes da coleta;
Pode ser feito com apenas uma amostra;
É menos invasivo;
Tem maior adesão da população.
Mesmo
assim, segundo o ministério, a colonoscopia é a principal forma de
avaliar o intestino, porque permite visualizar diretamente o cólon e
o reto, além de retirar pólipos durante o procedimento, evitando
que algumas lesões evoluam para câncer.
