No Estadão: Como a descoberta de petróleo na Margem Equatorial pode mudar o jogo para a Petrobras
Próximos passo dependem do Ibama. O órgão ambiental analisa o pedido da estatal para perfurar mais três poços
Matéria publicada na edição online do jornal O Estado de S. Paulo nesta quarta-feira, 19, destaca que “a descoberta no poço pioneiro de Morpho traz otimismo ao mercado e pode abrir nova fronteira exploratória para a Petrobras”.
O texto é assinado
pelas repórteres Denise Luna e Gabriela da Cunha, ambas do
Broadcast, agência de notícias econômicas do Grupo Estado.
“A
produção de petróleo na Margem Equatorial pode demorar entre seis
e sete anos, mas a descoberta de indícios de óleo no primeiro poço
perfurado pela Petrobras nas águas ultraprofundas do Amapá trouxe
otimismo para o mercado e para a companhia, que chega ao resultado
dez meses depois de iniciada a campanha no poço pioneiro de Morpho”,
diz a matéria.
Expectativa
Se
comprovado o potencial da bacia da Foz do Amazonas, uma das cinco
bacias da Margem Equatorial, a expectativa é de que os reservatórios
na região garantam, pelo menos, mais 40 anos de produção, segundo
o gerente executivo de Projetos Estruturantes da Petrobras, Wagner
Victer.
“Eu
vi o início da bacia de Campos e é emocionante ver que a gente está
participando de um momento histórico, abrindo uma nova fronteira
exploratória para uma nova geração, um sinal de longevidade para a
Petrobras e que vai trazer novos profissionais, novos engenheiros
para o setor”, avaliou Victer.
Segundo a diretora de
Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, o óleo
encontrado agora será analisado pelo Centro de Pesquisa da Petrobras
(Cenpes), para verificar a qualidade e o potencial do poço. “Vamos
aguardar as análises que serão feitas no Cenpes sobre o óleo”,
disse Sylvia ao Estadão/Broadcast na segunda-feira, 17.
Estratégica
“A
Margem Equatorial é estratégica para a Petrobras porque pode ajudar
a repor reservas de petróleo a partir da próxima década, quando a
produção do pré-sal tende a atingir o pico e começar a declinar.
O plano de negócios 2026-2030 prevê US$ 2,5 bilhões em
investimentos na Margem Equatorial e 15 novos poços”, escrevem as
jornalistas.
Os
próximos passos dependem do Ibama. O órgão ambiental analisa o
pedido da estatal para perfurar mais três poços.
No
caso de Morpho, foram mais de 12 anos de espera, sendo os últimos
três anos de muita pressão da atual gestão da empresa, que obteve
a liberação em outubro de 2025.
A inglesa BP, dona de
70% do ativo até 2021, desistiu de esperar e vendeu sua participação
para a Petrobras.
Saiba
mais em www.estadao.com.br
Crédito ilustração: Petrobras
