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Lúcio Flávio Pinto em OESTADONET: 4ª maior hidrelétrica do mundo e a maior inteiramente nacional, Belo Monte está parando de gerar energia

Empresa pediu a redução da passagem de água pelo canal para 100 metros cúbicos

Cada uma das 18 turbinas instaladas na hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, consome cerca de 775 metros cúbicos de água por segundo. Isso, quando operam em sua capacidade máxima, de pouco mais de 11 mil megawats.

 

Em meados do ano passado, essa potência foi sendo reduzida. A usina estava praticamente sem funcionar quando a Norte Energia reduziu a vazão para 300 metros cúbicos. Agora, não vai além de 300 m3. E já pediu a redução da passagem de água pelo canal para 100 metros cúbicos.

 

O Ministério das Minas Energia e o Ibama aprovaram essa redução. Não apenas pela estação seca do rio neste período, como pela ameaça prevista do El Niño. A redução no trecho normalmente mais crítico do Xingu, com 100 quilômetros de extensão, significa que nenhuma turbina de Belo Monte está funcionando. Os danos e prejuízos causados dos dois lados das margens do rio serão enormes para a população humana e da fauna nesse ponto, conhecido como Grande Curva do Xingu.

 

Sempre foi um problema a compatibilização da geração de energia com o bloqueio do Xingu. A Norte Energia reduziu a potência de projeto do rio, um dos maiores do mundo, em virtude da grande redução natural nível, para responder às críticas de ambientalistas sobre o perigo de maios um reduzir as críticas à formação de mais um lago artificial enorme na Amazônia. A empresa se comprometeu a manter uma vazão mínima de 750 m3

 

Para conseguir o licenciamento ambiental para a obra, a empresa se comprometeu a manter 750 metros cúbicos por dia. Essa previsão falhou completamente. E a enorme barragem de Belo Monte está sem o volume necessário de água, talvez até o fim, do período de secas. Trata-se de um impacto de grandes proporções para as comunidades da região. E uma ameaça de redução da energia que é transferidas para o sul do país o sul do país.

 

Assim, a quarta maior hidrelétrica do mundo e a maior inteiramente nacional está parando de gerar energia.



Com informações: www.oestadonet.com.br
Créditos: Agência Brasil/Divulgação 







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Toni Remigio
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