Famílias do oeste do Pará podem fazer DNA para ajudar a encontrar parentes desaparecidos
No Pará, são 13 pontos de coleta, incluindo Santarém e Itaituba; Mobilização é uma iniciativa nacional do Ministério da Justiça e Segurança Pública
Portal OESTADONET - De Santarém
Famílias
do oeste do Pará que têm parentes desaparecidos podem contar com
uma ferramenta a mais na busca por respostas. Santarém e
Itaituba estão entre os municípios paraenses que recebem, a partir
desta segunda-feira, 24, a Mobilização Nacional de Coleta de DNA de
Familiares de Pessoas Desaparecidas.
A iniciativa permite
a coleta gratuita de material genético para ampliar as chances de
identificação e localização de pessoas desaparecidas.
A
mobilização segue até sexta-feira, 28, e reúne 342 postos de
coleta em todo o país. No Pará, são 13 municípios com pontos
disponíveis.
O material coletado dos familiares é
comparado com perfis genéticos de pessoas encontradas, vivas ou
mortas, cuja identidade ainda não foi confirmada.
Em Santarém, a coleta é realizada na Polícia Científica – Unidade Regional de Santarém, localizada na Avenida Moaçara, s/nº, no bairro Floresta. O telefone para informações é (93) 99903-2911.
Em Itaituba, o atendimento ocorre na Polícia Científica – Núcleo Avançado de Itaituba, na Rodovia Transamazônica, km 5, ao lado do Cemitério, no bairro Aeroporto. O telefone é (91) 98443-0020.
Além
de Santarém e Itaituba, a mobilização também conta com postos de
coleta em Belém, Marabá, Castanhal, Altamira, Abaetetuba, Bragança,
Paragominas, Parauapebas e Tucuruí.
Com os 13 municípios
participantes, a ação amplia o acesso das famílias paraenses à
coleta de material genético e aumenta as possibilidades de
cruzamento dos perfis com os bancos de DNA estaduais e nacional.
A coleta deve ser feita, preferencialmente, por familiares de primeiro grau. A prioridade é para pai e mãe biológicos, filhos biológicos e o outro genitor da pessoa desaparecida e, posteriormente, irmãos biológicos.
Para
participar, é necessário apresentar documento de identificação e
as informações do Boletim de Ocorrência do desaparecimento, como
número do registro, estado e delegacia responsável.
A
apresentação de uma cópia do boletim é recomendada, mas não
obrigatória. O procedimento é simples e não exige coleta de
sangue. Um perito utiliza um cotonete para retirar material da parte
interna da bochecha.
Os perfis genéticos são inseridos
nos bancos de DNA estaduais e no nacional, permitindo o cruzamento
com materiais de pessoas cuja identidade é desconhecida.
A
coleta pode ser feita em qualquer posto do país, mesmo que o
desaparecimento tenha ocorrido em outro município ou estado.
Se
o familiar não puder comparecer presencialmente, a orientação é
procurar o posto mais próximo para verificar a possibilidade de
atendimento alternativo.
Também
não existe prazo limite para a doação. Mesmo que o desaparecimento
tenha ocorrido há muitos anos, a família pode fornecer o material
genético, desde que exista um Boletim de Ocorrência registrado.
Objetos pessoais da pessoa desaparecida que possam conter
DNA, como escova de dentes, aparelho de barbear, dente de leite ou
cordão umbilical, também podem ser apresentados à equipe para
avaliação.
Caso
a pessoa seja identificada, será elaborado um laudo oficial,
encaminhado à delegacia responsável pela investigação.
A
equipe policial então entra em contato diretamente com a família
para comunicar a identificação e orientar sobre os procedimentos
seguintes.
A
mobilização está na quarta edição e é realizada pelo Ministério
da Justiça e Segurança Pública em parceria com órgãos de
segurança e perícia de todo o país.
A iniciativa
ocorre no mês em que é lembrado o Dia Internacional das Vítimas de
Desaparecimento Forçado e busca ampliar as possibilidades de
resposta para famílias que convivem com a ausência e a incerteza.
Com
informações: www.oestadonet.com.br
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