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Em OESTADONET: Rio Tapajós baixa quase um metro em um mês e mantém alerta para seca severa na região

Entre os dias 1º e 20 de agosto, o nível do rio Tapajós baixou 67 centímetros, passando de 6,13 metros para 5,46 metros

De Santarém



O nível do rio Tapajós caiu mais de um metro nos últimos 30 dias e já acende o alerta para os impactos de uma possível seca severa na região oeste do Pará, agravada pelo fenômeno El Niño.

Segundo o boletim diário da Defesa Civil de Santarém, em 20 de julho, o rio estava em 6,56 metros. Nesta quinta-feira, 20 de agosto, a marca chegou a 5,46 metros, uma redução de 1,10 metro no período.

A queda tem sido registrada de forma quase diária. No dia 1º de agosto, o nível era de 6,13 metros. Desde então, o rio continuou baixando até chegar aos 5,46 metros registrados nesta quinta-feira, 20.

A redução mais recente reforça a preocupação com os próximos meses, período em que a estiagem pode se intensificar e afetar comunidades que dependem dos rios para transporte, abastecimento e outras atividades do dia a dia.

 

Entre os dias 1º e 20 de agosto, o nível do rio Tapajós baixou 67 centímetros, passando de 6,13 metros para 5,46 metros.

A queda foi registrada praticamente todos os dias, com exceção de 2 de agosto, quando o nível permaneceu em 6,13 metros.

 

Dia 1º de agosto 6,13
Dia 2 de agosto 6,13
Dia 3 de agosto 6,09
Dia 4 de agosto 6,07
Dia 5 de agosto 6,04
Dia 6 de agosto 5,99
Dia 7 de agosto 5,95
Dia 8 de agosto 5,90
Dia 9 de agosto 5,86
Dia 10 de agosto 5,80
Dia 11 de agosto 5,77
Dia 12 de agosto 5,75
Dia 13 de agosto 5,71
Dia 14 de agosto 5,69
Dia 15 de agosto 5,64
Dia 16 de agosto 5,63
Dia 17 de agosto 5,58
Dia 18 de agosto 5,54
Dia 19 de agosto 5,53
Dia 20 de agosto 5,46

 

Na comunidade de Urucurituba, banhada pelo rio Amazonas, os moradores ainda não perceberam mudanças significativas provocadas pela descida do nível das águas.

Mesmo sem problemas no momento, existe preocupação com os possíveis impactos da seca caso o cenário se agrave.

Em 2024, a comunidade foi uma das mais castigadas pela estiagem severa daquele ano. Com a redução dos níveis dos rios, algumas comunidades podem enfrentar dificuldades.

Por isso, a Defesa Civil de Santarém mantém o monitoramento das áreas e das famílias que podem ser mais afetadas pela estiagem.

O objetivo é identificar antecipadamente os locais onde a situação pode ser mais crítica e preparar o atendimento necessário.

 

Segundo o coordenador da Defesa Civil de Santarém, Darlison Maia, o órgão já está preparado para atender as comunidades caso a forte estiagem se confirme.

O trabalho de acompanhamento deve continuar durante o período de seca, principalmente nas regiões onde a população pode ficar mais vulnerável.

 

Especialistas alertam que a possibilidade de uma forte estiagem atingir a região neste ano é alta.

Um cenário de seca severa pode trazer impactos importantes para a população, especialmente para as comunidades ribeirinhas, que dependem diretamente dos rios.

 

Diante da possibilidade de uma estiagem mais intensa nos próximos meses, a orientação é que as comunidades estejam preparadas e que o poder público mantenha ações de monitoramento e assistência.

A descida do Tapajós serve como um sinal de atenção para um período que pode exigir planejamento, prevenção e apoio às populações mais afetadas.





Com informações: www.oestadonet.com.br

Crédito imagem: Arquivo /Portal OESTADONET 






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Toni Remigio
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