Efeitos do El Niño: Idosos adaptam rotina para enfrentar o calor intenso em Belém
Beneficiárias do Lasb compartilham experiências e cuidados adotados diante das altas temperaturas; PMB reforça importância da hidratação e prevenção na 3ª idade
O calor intenso em Belém tem levado pessoas idosas a redobrarem os cuidados com a saúde e a adaptarem hábitos do cotidiano.
Beber
mais água, manter uma alimentação equilibrada e buscar maneiras de
amenizar as altas temperaturas são algumas das estratégias adotadas
por beneficiárias do Instituto de Assistência à Saúde dos
Servidores Públicos do Município de Belém (Iasb), que compartilham
suas experiências e mostram como pequenas mudanças podem fazer
diferença no bem-estar.
Na
capital paraense, onde as temperaturas elevadas fazem parte da
rotina, a sensação de calor tem exigido atenção especial,
principalmente entre os idosos.
Com o avanço da idade, o
organismo passa por mudanças que podem aumentar a vulnerabilidade à
desidratação, tornando a hidratação e os cuidados preventivos
ainda mais importantes. Aos
72 anos, a servidora aposentada Maria de Lurdes Pereira Furtado
encontrou na disciplina diária uma maneira de preservar a saúde.
Mesmo diante dos dias mais quentes, ela procura manter
hábitos que considera fundamentais para sua qualidade de vida, como
beber água regularmente, caminhar e priorizar alimentos saudáveis.
“Nós,
idosos, precisamos nos cuidar ainda mais. Eu procuro beber bastante
água, caminho todos os dias e tenho muito cuidado com a alimentação.
Dou preferência a frutas, legumes e verduras, sempre com pouco sal e
pouca gordura. São cuidados que fazem parte da minha rotina e que
considero ainda mais importantes nesse período de calor”, diz
Maria de Lurdes.
Calor
provoca mudanças até na hora de dormir
A
professora Maria Juliana Nazaré de Souza, de 68 anos, percebeu que
as altas temperaturas em Belém passaram a interferir até mesmo nos
momentos de descanso.
Acostumada ao clima amazônico, ela
relata que precisou mudar hábitos que mantinha há anos,
principalmente durante a noite.
“Belém
sempre foi uma cidade quente, mas agora estou sentindo um calor muito
mais intenso. Antes, conseguia dormir com a ventilação ligada por
um tempo e depois desligava. Hoje já não consigo mais. Também
passei a tomar mais banhos e a beber muito mais água, chegando a
quase três litros por dia. Esse calor mudou minha rotina e me fez
perceber que preciso redobrar os cuidados com a saúde.”
Para
Maria Juliana, as mudanças vão além do desconforto provocado pelas
temperaturas elevadas. A necessidade de se refrescar e manter a
hidratação passou a fazer parte de sua rotina, despertando uma
atenção maior aos cuidados com o próprio corpo.
Médico
orienta atenção à hidratação na terceira idade
Os cuidados adotados pelas beneficiárias são reforçados pelo médico clínico geral do Iasb Wilson Yoshimitsu Niwa, que chama atenção para uma característica importante do envelhecimento: a redução da percepção de sede, que pode fazer com que algumas pessoas idosas consumam menos água do que o necessário.
Segundo
o profissional, outro fator que merece atenção é o hábito de
reduzir a ingestão de líquidos para evitar idas frequentes ao
banheiro. Embora seja uma preocupação comum entre idosos, essa
prática pode aumentar o risco de desidratação, especialmente nos
períodos de calor intenso.
“O
principal cuidado é manter uma rotina de hidratação, mesmo quando
não se sente sede. Muitos idosos acabam evitando beber água porque
precisam ir ao banheiro várias vezes, mas é fundamental manter a
ingestão adequada de líquidos. Também orientamos que procurem
ambientes mais frescos e evitem permanecer em locais muito quentes,
principalmente nos períodos de calor mais intenso.”
O
médico ressalta que a prevenção deve fazer parte da rotina durante
todo o ano, especialmente em uma região como a Amazônia, onde o
calor e a umidade exigem atenção constante ao bem-estar.
A
quantidade de líquidos necessária pode variar de acordo com as
condições de saúde de cada pessoa. Por isso, idosos que possuem
restrições de ingestão de água ou outras condições clínicas
devem seguir as orientações dos profissionais responsáveis pelo
acompanhamento.
Com informações e imagem:
Secom-PMB
