É hoje: Seleção Brasileira inicia caminhada em busca do hexa da Copa do Mundo, às 19h de Brasília.
Primeiro desafio é contra Marrocos, no duelo que abre o Grupo C, todo concentrado nos EUA e que também reúne Haiti e Escócia.
O Brasil defende uma invencibilidade de respeito em estreias. A última derrota em um primeiro jogo de Copa foi em 1934, na Itália, para a Espanha, por 3 a 1, no Estádio Luigi Ferraris, em Gênova.
De
lá para cá, foram 17 vitórias e três empates. No Mundial passado,
no Catar, a seleção verde e amarela venceu a Sérvia por 2 a 0 no
Estádio Lusail, com dois gols do atacante Richarlison.
O
adversário de agora, porém, é dos mais complicados que o Brasil já
teve em uma primeira rodada. A seleção marroquina, semifinalista do
Mundial do Catar, está em sétimo no ranking da Federação
Internacional de Futebol (Fifa), somente uma posição atrás da
própria equipe brasileira.
Além
disso, no último embate, os Leões do Atlas (apelido do time
africano) levaram a melhor e ganharam por 2 a 1, no Ibn Batouta
Stadium, em Tanger (Marrocos).
O atacante Sofiane Boufal
e o meia Abdelhamid Sabiri marcaram para os donos da casa, enquanto o
volante Casemiro fez o gol brasileiro no confronto, realizado em 25
de março de 2023.
Ciclo
tumultuado
Aquele
foi, também, o jogo que abriu um dos ciclos de Copa do Mundo mais
tumultuados que a seleção brasileira já passou.
O
técnico daquele amistoso — e de outros dois que ocorreram em junho
do mesmo ano — foi Ramon Menezes, que dirigia o sub-20 do Brasil.
Na
expectativa, desde então, pela chegada de Carlo Ancelotti para o
meio de 2024, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) escolheu
Fernando Diniz, que acabara de ser campeão da Libertadores pelo
Fluminense, para dirigir a seleção verde e amarela até que o
italiano estivesse liberado contratualmente pelo Real Madrid
(Espanha). Seria uma espécie de "interino".
O
treinador, porém, durou apenas seis jogos. A sequência de três
derrotas seguidas nas eliminatórias para a Copa e a renovação de
Ancelotti por mais uma temporada com o Real Madrid levaram a CBF a
demitir Diniz e ir atrás de Dorival Júnior, então campeão da Copa
do Brasil pelo São Paulo em 2023.
A ideia é que fosse o
técnico definitivo para 2026. O trabalho de Dorival à frente da
Amarelinha, no entanto, também foi curto.
Contratado em
janeiro de 2024, foi demitido em março do ano seguinte, após a
goleada por 4 a 1 sofrida para a Argentina, fora de casa, pelas
eliminatórias, no Monumental, em Buenos Aires.
Eis
que Carlo Ancelotti recuperou força na CBF após temporada ruim do
Real Madrid e acabou confirmado como técnico do Brasil em 26 de maio
de 2025.
Quem anunciou a contratação do italiano foi
Ednaldo Rodrigues. Quem o recebeu na chegada ao país, porém, foi
outro presidente: Samir Xaud, que assumiu após afastamento de
Ednaldo do cargo — o segundo em seis meses — e muita confusão
nos bastidores eleitorais da entidade.
Com
Ancelotti, o Brasil concluiu a já tumultuada campanha nas
eliminatórias com a classificação à Copa, ainda que na quinta
posição (entre dez seleções), a pior campanha da história da
seleção
brasileira. Contratado de última hora, o italiano
teve o vínculo renovado até o Mundial de 2030.
Dúvidas
na escalação
Da equipe que perdeu para Marrocos em 2023, sete jogadores foram convocados por Ancelotti para a Copa: os goleiros Weverton e Ederson, os zagueiros Ibañez e Bremer; Casemiro, o meia Lucas Paquetá e o atacante Vinícius Júnior.
Nomes
como o zagueiro Eder Militão e o atacante Rodrygo, com os quais o
italiano contava para o Mundial e se contundiram, também fizeram
parte daquele grupo.
A
expectativa é de que pelo menos Casemiro, Lucas Paquetá e Vinícius
Júnior comecem jogando neste sábado. Ibañez, apesar de zagueiro, é
opção para a lateral direita e disputa posição com Danilo depois
do corte de Wesley, contundido.
A
titularidade nos dois lados da defesa, aliás, é a grande dúvida na
escalação. Na esquerda, a briga é entre Alex Sandro e Douglas
Santos.
Nos 15 minutos diários em que permitia à
imprensa acompanhar as atividades no Centro de Treinamento (CT)
Columbia Park, em Morristown, Ancelotti não dava pistas sobre as
escolhas.
Uma
provável escalação do Brasil para a estreia na Copa do Mundo:
Alisson; Danilo (Ibañez), Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex
Sandro (Douglas Santos); Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá;
Raphinha, Matheus Cunha e Vinícius Júnior.
Leões
do Atlas em alta
Do
lado marroquino, a seleção tem seis jogadores que estiveram em
campo na vitória de 2023: o goleiro Yassine Bono, os laterais Achraf
Hakimi e Noussair Mazraoui, o volante Sofyan Amrabat e os meias
Azzedine Ounahi e Bilal El Khannouss.
Seriam oito
originalmente, mas o zagueiro Nayef Aguerd e o atacante Abde
Ezzalzouli foram cortados por lesão.
O
técnico também mudou de lá para cá. Comandante na histórica
campanha semifinalista no Catar, Walid Regragui deixou o cargo em
março deste ano, dois meses após a polêmica final da Copa Africana
de Nações.
Na
ocasião, Marrocos, dono da casa, perdeu em campo para Senegal, mas
foi reconhecido como campeão depois de recorrer à confederação do
continente alegando "abandono de campo" do time senegalês
com a marcação de um pênalti favorável aos Leões do Atlas - que
acabou desperdiçado.
O
novo treinador, Mohamed Ouahbi, fez história pelo país em 2025,
levando Marrocos a um inédito título mundial sub-20 no Chile,
superando a Argentina na final, mostrando que o país seguirá dando
trabalho às potências do futebol nos próximos anos.
O
ponta Gessime Yassine, do Strasbourg (França), fez parte daquela
campanha e está entre os convocados para a Copa.
Mas
a grande esperança de brilho dos Leões do Atlas é um conhecido de
Vinícius Júnior e Ancelotti.
O atacante Brahim Díaz
defende o Real Madrid, é nascido na Espanha e representou as
seleções de base do país europeu até 2024, quando escolheu a
bandeira da terra natal de seu pai.
Em 26 jogos pela
equipe marroquina, já balançou as redes 14 vezes.
Ouahbi
deve mandar a campo a seleção de Marrocos com: Bono; Hakimi, Chadi
Riad, Issa Diop e Mazraoui; Ayyoub Bouaddi, Neil El Aynaoui e Ounahi;
Brahim Díaz, Ismael Saibari e El Khannouss.
Com informações: Agência Brasil
Crédito foto: Fifa
