Crime organizado: uso de drones facilita atuação do PCC e do CV na Amazônia
O jornal Estadão publicou uma descoberta da Polícia Militar na atuação do crime organizado na Amazônia. Segundo os policiais, as organizações tem utilizado drones para facilitar a entrada nas áreas de garimpo ilegal e tráfico de drogas.
Segundo a reportagem, as autoridades tem observado o aumento no uso de drones para monitoramento das operações da Polícia. Além disso, são utilizados para planejar ataques a embarcações de grupos rivais.
Alguns modelos dos drones tem câmeras termográficas integradas, que detectam fontes de calor. Às vezes, os equipamentos são até mais tecnológicos do que da Polícia Militar.
A tecnologia faz parte da rotina das facções na Amazônia, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), esse último apontado como o dominante na floresta.
Há relatos de aumento no avistamento de drones há cerca de dois anos na fronteira do Amazonas, uma das principais entradas brasileiras da cocaína produzida na Colômbia e no Peru – este último tem uma capacidade estimada de produzir uma tonelada da droga por dia.
O uso de drones e mais equipamentos é associado também a uma mudança nas estratégias do crime organizado para transportar drogas e mais cargas ilícitas pelos rios, com o objetivo de checar mais de perto a fiscalização e driblar as bases arpão – postos policiais instalados sobre a água.
Créditos da imagem: Agência Brasil.
