Combate a abusadores e pedófilos: Movimento contra violência sexual lança site para facilitar denúncias
Plataforma orienta como acionar os conselhos tutelares e tem, ainda, instruções sobre como formalizar uma denúncia relacionada a esse tipo de crime
Fruto
de uma parceria entre a Childhood Brasil, o Instituto Liberta, o
Grupo Mulheres do Brasil e a Vibra Energia, o Movimento Violência
Sexual Zero lançou o Mapa Nacional dos Conselhos Tutelares.
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Gratuita,
a plataforma funciona como atalho para os mais de 3,5 mil conselhos
tutelares existentes pelo país, contendo informações de contato
atualizadas.
O
site têm, ainda, instruções sobre como formalizar uma denúncia
relacionada a esse tipo de crime.
Um
dos canais sugeridos é o Disque 100, mantido pelo governo federal e
que pode ser acionado para solicitar a apuração de situações
suspeitas. A ligação é gratuita e o denunciante pode se manter em
anonimato.
Os
telefones da Polícia Militar (190) e Polícia Federal Rodoviária
(191) são indicados na plataforma para quando se presencia uma
violação.
Outra
circunstância possível, mencionada pela plataforma, é o abuso
sexual infantil cometido com o auxílio da internet e que demanda o
envio de denúncia a instituições como a SaferNet
(denuncia.org.br).
O
Brasil atingiu, nos últimos anos, um patamar bastante elevado de
crimes sexuais envolvendo crianças, adolescentes e o ambiente
online.
Em
balanço recente da rede internacional InHope, o país subiu da 27ª
posição para a 5ª posição, no período de 2022 para 2024, no
número de denúncias de páginas de distribuição de conteúdos de
abuso sexual infantil.
Empresas
que desejem apoiar a causa e implementar ações e famílias e
educadores que busquem materiais para saber conversar sobre o tema
com crianças e adolescentes podem encontrar no site dicas de livros,
ferramentas, materiais por escrito e visuais e séries de vídeos com
essas finalidades.
O
Movimento Violência Sexual Zero também destaca dados estatísticos
coletados por instituições de referência, como o Fórum Brasileiro
de Segurança Pública e o DataSUS.
O Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), outro da lista, traz um número
importante: apenas 8,5% dos casos registrados no país são
denunciados.
Com informações e imagem:
Agência Brasil
