Alexandre de Moraes suspende visitas a Bolsonaro na prisão domiciliar
Ministro também ampliou restrições ao ex-presidente
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu nesta sexta-feira, 17, o ex-presidente Jair Bolsonaro de receber visitas pelo prazo de 30 dias.
A medida foi
tomada após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicar nas redes
sociais uma carta escrita pelo ex-presidente.
No
mesmo despacho, Moraes também decidiu manter sua decisão anterior
que proibiu Flávio de visitar o pai por 90 dias.
O
ministro também ampliou as restrições às quais Bolsonaro está
sujeito por estar em prisão domiciliar.
A
partir de agora, Bolsonaro está proibido de receber visitas com
finalidade político-eleitoral até o término das eleições de
outubro.
O
ex-presidente também não poderá divulgar manifestos
político-eleitorais, inclusive por meio de terceiros, por qualquer
meio de divulgação.
Ao
determinar as medidas, Moraes disse que Bolsonaro descumpriu a
determinação que o proibia de poder usar as redes sociais,
inclusive por meio de terceiros.
O descumprimento ocorreu
com a publicação da carta nas redes sociais.
"Patente,
portanto, o desrespeito de Jair Bolsonaro à medida cautelar, cuja
fiel observância é requisito obrigatório para o cumprimento da
prisão domiciliar humanitário", afirmou.
Mais
cedo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao Supremo
parecer pela manutenção da prisão domiciliar concedida a
Bolsonaro.
Em seguida, a defesa solicitou autorização
para que o presidente da Argentina, Javier Milei, visite o
ex-presidente na prisão domiciliar.
Com
a novas restrições determinadas nesta sexta-feira, Milei deve ser
impedido de realizar a visita.
Com
informações e imagem: Agência Brasil
